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Mostrando postagens de junho, 2026

Inflação corrói margens e desafia sobrevivência das pequenas e médias empresas

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Inflação corrói margens e desafia sobrevivência das pequenas e médias empresas Por Antônio Rosevaldo Ferreira da Silva O espectro da inflação voltou a botar pressão no desempenho das pequenas e médias empresas brasileiras. Embora diversos indicadores apontem crescimento do faturamento nominal em vários setores, empresários enfrentam uma realidade dolorosa e desfavorável quando analisam seus resultados financeiros: vender mais já não significa necessariamente lucrar mais. Ter o cliente em seu balcão já deixou de ser garantia de mais lucros, o tempo passou na janela e só Carolina não viu. Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a inflação acumulada em doze meses alcançou 4,72% em maio de 2026, superando o teto da meta estabelecida pelo sistema de metas de inflação. O avanço dos preços foi impulsionado principalmente pelos grupos de alimentos e bebidas e habitação, com destaque para a energia elétrica residencial, que figurou entre ...

Valor de Uso Social ou Mercadoria? As Contradições da Relação entre Universidade e Setor Produtivo

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Valor de Uso Social ou Mercadoria? As Contradições da Relação entre Universidade e Setor Produtivo A relação entre a autonomia universitária e a sociedade civil (especialmente o setor produtivo como o comércio e a indústria) é um dos debates mais complexos na educação superior. Infelizmente, o mainstream das universidades tem se focado cada vez mais nesse segmento da sociedade ao longo dos anos, tornando invisível o serviço às classes menos favorecidas, mesmo que essa seja sempre a conversa fora dos campi no Brasil. A autonomia universitária é frequentemente vista no Brasil como um escudo de isolamento; a garantia de que a academia deve ser independente de pressões externas. Mas essa visão confunde autonomia com soberania ou isolamento. A universidade não é o fim, mas uma autarquia social que só funciona se não estiver em conflito com a sociedade civil. É justamente nesse meio-termo que se encontra um dos debates mais acalorados da educação superior atual entre o comércio e a indú...

Sobrevivendo aos prazeres urbanos

Sobrevivendo aos prazeres urbanos Muita gente tem dito que meus textos se baseiam em números e nem todos gostam de matemática, pois daí que comecei a escrever as crônicas feirenses para falar da urbanização, economia feirense, mas de um olhar de andarilho. Então, hoje eu te convido a um passeio, partindo de casa e experimentar alívios, alegrias, satisfações que a gente sente, mas damos pouco valor. Para muitos, o caos do trânsito e o cinza do concreto são as primeiras imagens que surgem à mente ao pensar nas Feira de Santana. No entanto, por trás da pressa cotidiana, esconde-se um turbilhão de estímulos e satisfações. Especialistas e entusiastas do urbanismo chamam esse fenômeno de "prazeres urbanos": um conjunto de experiências sensoriais, culturais e sociais que só ganham vida graças à densidade e à diversidade da cidade. Ao contrário do bem-estar proporcionado pelo isolamento na natureza, o prazer urbano se alimenta do coletivo, da conveniência e do movimento. Ele se man...

Como seria a Economia Brasileira com uma taxa Selic de 10%?

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Como seria a Economia Brasileira com uma taxa Selic de 10%? Este artigo tem por finalidade expor os efeitos causados pela manutenção da taxa Selic em 14,50% (não será surpresa que retorne ao patamar de 15%), tratados pelo presidente Galípolo como “medidas que deveriam ser evitadas”. O que mata é a piada. A primeira consequência desse modelo é o crescente endividamento das famílias brasileiras. Embora não se possa desconsiderar a existência de comportamentos de consumo desregrados em determinados segmentos da população, incluindo os elevados gastos com plataformas de apostas esportivas e jogos on-line, que já movimentam dezenas de bilhões de reais por ano, a principal causa estrutural do endividamento encontra-se no elevado custo do crédito no Brasil. Para grande parte da população, o financiamento tornou-se a alternativa mais acessível para a aquisição de bens e serviços essenciais, em um contexto marcado pela perda do poder de compra da renda e pela insuficiência da poupança das famíl...