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Inflação corrói margens e desafia sobrevivência das pequenas e médias empresas

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Inflação corrói margens e desafia sobrevivência das pequenas e médias empresas Por Antônio Rosevaldo Ferreira da Silva O espectro da inflação voltou a botar pressão no desempenho das pequenas e médias empresas brasileiras. Embora diversos indicadores apontem crescimento do faturamento nominal em vários setores, empresários enfrentam uma realidade dolorosa e desfavorável quando analisam seus resultados financeiros: vender mais já não significa necessariamente lucrar mais. Ter o cliente em seu balcão já deixou de ser garantia de mais lucros, o tempo passou na janela e só Carolina não viu. Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a inflação acumulada em doze meses alcançou 4,72% em maio de 2026, superando o teto da meta estabelecida pelo sistema de metas de inflação. O avanço dos preços foi impulsionado principalmente pelos grupos de alimentos e bebidas e habitação, com destaque para a energia elétrica residencial, que figurou entre ...

Valor de Uso Social ou Mercadoria? As Contradições da Relação entre Universidade e Setor Produtivo

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Valor de Uso Social ou Mercadoria? As Contradições da Relação entre Universidade e Setor Produtivo A relação entre a autonomia universitária e a sociedade civil (especialmente o setor produtivo como o comércio e a indústria) é um dos debates mais complexos na educação superior. Infelizmente, o mainstream das universidades tem se focado cada vez mais nesse segmento da sociedade ao longo dos anos, tornando invisível o serviço às classes menos favorecidas, mesmo que essa seja sempre a conversa fora dos campi no Brasil. A autonomia universitária é frequentemente vista no Brasil como um escudo de isolamento; a garantia de que a academia deve ser independente de pressões externas. Mas essa visão confunde autonomia com soberania ou isolamento. A universidade não é o fim, mas uma autarquia social que só funciona se não estiver em conflito com a sociedade civil. É justamente nesse meio-termo que se encontra um dos debates mais acalorados da educação superior atual entre o comércio e a indú...

Sobrevivendo aos prazeres urbanos

Sobrevivendo aos prazeres urbanos Muita gente tem dito que meus textos se baseiam em números e nem todos gostam de matemática, pois daí que comecei a escrever as crônicas feirenses para falar da urbanização, economia feirense, mas de um olhar de andarilho. Então, hoje eu te convido a um passeio, partindo de casa e experimentar alívios, alegrias, satisfações que a gente sente, mas damos pouco valor. Para muitos, o caos do trânsito e o cinza do concreto são as primeiras imagens que surgem à mente ao pensar nas Feira de Santana. No entanto, por trás da pressa cotidiana, esconde-se um turbilhão de estímulos e satisfações. Especialistas e entusiastas do urbanismo chamam esse fenômeno de "prazeres urbanos": um conjunto de experiências sensoriais, culturais e sociais que só ganham vida graças à densidade e à diversidade da cidade. Ao contrário do bem-estar proporcionado pelo isolamento na natureza, o prazer urbano se alimenta do coletivo, da conveniência e do movimento. Ele se man...

Como seria a Economia Brasileira com uma taxa Selic de 10%?

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Como seria a Economia Brasileira com uma taxa Selic de 10%? Este artigo tem por finalidade expor os efeitos causados pela manutenção da taxa Selic em 14,50% (não será surpresa que retorne ao patamar de 15%), tratados pelo presidente Galípolo como “medidas que deveriam ser evitadas”. O que mata é a piada. A primeira consequência desse modelo é o crescente endividamento das famílias brasileiras. Embora não se possa desconsiderar a existência de comportamentos de consumo desregrados em determinados segmentos da população, incluindo os elevados gastos com plataformas de apostas esportivas e jogos on-line, que já movimentam dezenas de bilhões de reais por ano, a principal causa estrutural do endividamento encontra-se no elevado custo do crédito no Brasil. Para grande parte da população, o financiamento tornou-se a alternativa mais acessível para a aquisição de bens e serviços essenciais, em um contexto marcado pela perda do poder de compra da renda e pela insuficiência da poupança das famíl...

O ENVELHECER EM FEIRA DE SANTANA E O IMPACTO SOCIAL E ECONOMICO. PARTE 3

O ENVELHECER EM FEIRA DE SANTANA E O IMPACTO SOCIAL E ECONOMICO. PARTE 3 Ficar apontando os problemas e não apresentar soluções é algo estéril. Eu gosto de dissecar o problema e, em seguida apontar os caminhos das soluções. Para incentivar a atividade econômica voltada ao público idoso em Feira de Santana, a "Economia Prateada", é preciso enxergar o idoso não apenas como um beneficiário do INSS, mas como um consumidor exigente e um agente ativo. Aqui estão as estratégias principais para movimentar esse setor na cidade: 1. Adaptação do Comércio e Serviços Feira de Santana é um polo comercial natural. O incentivo começa na infraestrutura: • Selo "Amigo do Idoso": A prefeitura ou a CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) podem criar certificações para estabelecimentos que ofereçam acessibilidade total, iluminação adequada, locais de descanso e atendimento prioritário humanizado. • Capacitação em Atendimento: Treinar equipes para lidar com as necessidades desse público (pa...

O envelhecer em Feira de Santana e o impacto social e econômico. Parte 2

O ENVELHECER EM FEIRA DE SANTANA, OS POSSIVEIS PORQUES. Parece que a galera gosta de ver a situação dos idosos, pois a coisa cresceu desde o último artigo que abordei o tema. Tudo começou com um convite do Professor João Rocha para fazermos uma live com a professora Vera Carneiro que iria abordar a infância e a adolescência, eu ficaria com a parte do envelhecimento. De imediato o sensor “Economista 24 horas” foi acionado, pois há tempos eu queria escrever algo sobre minha inserção como consumidor da Economia Prateada, nome pomposo que se deu ao mercado consumista dos idosos. Eu já tinha levantado alguns dados da população feirense acima de 60 anos e assim os compilei no artigo. Mas, o gosto de quero mais se fez presente e avancei mais nos estudos. Comparando os dados oficiais do IBGE, percebe-se que Feira de Santana passou por um processo acelerado de envelhecimento na última década. Aqui estão os números exatos e a evolução para o grupo dos centenários: População Idosa (60 anos ou ma...

O envelhecer em Feira de Santana e o impacto social e econômico.

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  O envelhecer em Feira de Santana e o impacto social e econômico. Com base nos dados mais recentes do Censo 2022 do IBGE, Feira de Santana tem aproximadamente 79.500 moradores com 60 anos ou mais. Esse grupo representa 12,9% da população total do município, que é de 616.279 pessoas. Rapaz, é velho demais, velho que só a po##@, inclusive eu com meus 67 anos. Por onde você anda, esbarra nessa galera. Inclusive, cada vez mais, começamos a nos bater e muito com os centenários, aquela turma que soprou velinhas de mais de cem anos. O censo informou que 157 estavam ainda aqui, e chegando mais, a quantidade da galera de mais de 90 anos é enorme. De acordo com os dados detalhados do Censo 2022 do IBGE, Feira de Santana possui 2.409 pessoas na faixa etária entre 90 e 99 anos. Este grupo faz parte da parcela da população que os demógrafos chamam de "quarta idade" ou "idosos longevos". Veja alguns detalhes interessantes sobre esse grupo específico na cidade: ...